
Por vezes temos que virar as costas.
Por vezes não conseguimos sorrir.
Olhamos em redor e indagamo-nos do porquê do sol brilhar lá no alto, de as núvens percorrerem o céu, e depois disto tudo, a lua erguer-se de forma imponente e sorrir cá para baixo.
Passa a noite fria e escura, com a forma celestial bem lá no alto, e eis que regressa o astro-rei. Mercúrio sorri de um canto, e Vénus amedronta-se para a escuridão. É o raiar de um novo dia em que tudo se repete. O arrastar das núvens, o brilho do sol, e aquela brisa que tanto irrita, como acalma.
Dia após dia, este ciclo repete-se, e não há como lhe escapar. Fomos brindados à nascença com este dogma a que chamamos vida, e amaldiçoados pela profecia do Fim. Entretanto, vivemos, ou sobrevivemos, mas simplesmente cá estamos.
Dedico esta foto a todos aqueles que, tal como eu, estão enterrados em merda até ao pescoço (perdoem se feri alguma susceptibilidade mais amena), mas também, a todos aqueles que nos tiram dela: os verdadeiros Amigos, e todos os outros, conhecidos ou desconhecidos que de uma forma ou outra nos dão uma força e nos tiram de lá (entenda-se, da merda).
Não esqueçam nunca nem jamais que tudo e todos têm influência na nossa situação, no nosso bem-estar e na nossa forma de ver as coisas. Cruzar-mo-nos com um estranho, ver um pássaro cagar-nos em cima na paragem do autocarro, ou simplesmente ver o vento arrastar um papel. TUDO TEM INFLUÊNCIA NA NOSSA VIDA e nada pode fazer com que nos consigamos abstrair disso (quem quiser saber mais pode agarrar-se a um estudo da década de 70 sobre a Teoria do Caos e o Efeito Borboleta. Google aí com força).
É a minha mensagem de força,
é o meu desabafo,
é o meu sorriso,
mas também a minha lágrima.
Um abraço para todos vós.
Fonzi
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Foto tirada hoje, dia 19/Set/2005, quinta das conchas, lisboa.